O porto de São Sebastião é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo. A CDSS exerce também a função de Autoridade Portuária. Está na área considerada a terceira melhor região portuária do mundo.
Hora GMT :: -3
Latitude :: 23º48' S
Longitude :: 45º23' W
EIA-Rima
PDZ
Esclarecimentos
 
Localização e acessos
Características
Estatísticas
História
 
Programação de navios
Informe São Sebastião
Meteorologia e marés
 
Como operar em São Sebastião
Tarifas do porto
Operadores portuários
Agentes marítimos
Entidades habilitadas
Links
 
CAP
Diretoria da empresa
Documentação
Licitaçoes
Fale Conosco
 
Você está em >> O DIA >> Informe >> íntegra de informe


      INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO


Secretário de Transportes faz visita técnica ao porto para constatar movimentação de cargas e tubos do Mexilhão
9 de agosto de 2008 - Jornal Imprensa Livre - Luciane Teixeira


O Secretario de Estado de TRansportes Mauro Arce visita o porto de São Sebastião - Foto Imprensa LIvre - Clique para ampliar O secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, esteve na tarde de ontem, em São Sebastião, para uma visita técnica ao porto da cidade. O objetivo foi acompanhar as movimentações no porto e verificar a carga de tubos da Petrobras.

"Hoje eu vim fazer uma visita técnica, porque estamos acompanhando as operações aqui. Estamos começando a operação dos 12 mil tubos da Petrobras da Bacia de Mexilhão, que vai trazer o gás da bacia para o continente", disse o secretário. "Cada um tem em torno de 8 a 12 metros e pesa mais uma menos 1 tonelada por metro e vão ser engatados e soldados em alto mar até chegar em Caraguatatuba e subir a serra do mar para levar o gás até a região de São José dos Campos na refinaria da Petrobras", exemplifica o secretário Mauro Arce.

De acordo com o diretor de gestão portuária da Companhia Docas, Paulo Rogério de Souza Almeida, cerca de 25% dos tubos já estão no porto e começarão a ser embarcados em navio especial, que vão até 150 quilômetros da costa, que serão soldados um a um. "Já vieram mais de 2.600 tubos", afirma.

Segundo ele, a tarefa do Estado na primeira etapa da preparação do Porto em conjunto com a iniciativa privada já foi feita. Foram investidos milhões na melhoria dos pátios, acesso e galpões. Portanto, o Porto de São Sebastião passa agora a desempenhar seu papel de principal corredor de exportação do Estado.

Atualmente, o porto movimenta cerca de 500 mil toneladas por ano. A meta da nova administração é dobrar esse volume para um milhão de toneladas, até dezembro de 2008. Entre os principais produtos de exportação estão a barrilha, o sulfato, o malte e cevada. Os veículos, animais vivos e plantas são os novos ítens.

"O malte é comum acontecer aqui. Hoje (ontem), estamos fazendo a descarga dele e preparando o embarque de animais para Angola (bovinos, animais domésticos), mas também plantas frutíferas (manga, goiaba) para o mesmo país", conta Arce, sobre as novas movimentações.

O clima de otimismo do secretário é válido, já que em todo o ano de 2007, o volume total exportado pelo porto foi de 25,9 mil toneladas em torno de U$ 123,4 e o movimento geral de cargas em torno de 489 toneladas. Em 2008, apenas nos meses de janeiro a julho, 11,4 mil toneladas já foram exportadas e o movimento de cargas está em cerca de 337 toneladas. A previsão da Companhia Docas - vinculada a Secretaria de Transportes - é a ampliação dessa capacidade para até 3 milhões de toneladas/ano até 2010.

Além disso, de acordo com o diretor de gestão portuária da Companhia Docas, Paulo Rogério Almeida, cerca de 20 novas empresas estão dentro do porto, atualmente, participando do projeto Mexilhão. "Hoje temos 160 trabalhadores avulsos, que atuam no porto. O OGMO fará a gestão do projeto, que tem uma expectativa de duração de seis meses. No total, são 305 profissionais trabalhando diretamente nos serviços vinculados à base do Mexilhão em todos os serviços, que vão desde as obras civis de pequenas escalas, inspeção técnica dos tubos, locação de equipamentos, operações portuárias, fornecedores e até atendimento médico", explica.

"Estamos otimistas com a evolução do porto, terminamos uma obra importante, que foi a dragagem da área onde temos boa possibilidade de novos negócios de apoio das plataformas", complementa o secretário.

Com 65.800 metros quadrados de área, o Porto de São Sebastião se prepara para a etapa em termos de infra-estrutura com um novo píer, quatro novos berços de atracação de 300 metros cada, além de um novo píer que alcançaria calado de 20 metros e serviria para escoamento do etanol.

O fato é que o porto está mais competitivo e atraindo novas empresas. Somente o projeto Mexilhão representa um adicional de carga de 140 mil toneladas entre tubos, equipamentos e suprimentos, de acordo com informações da Companhia Docas.

Segundo o secretário de Transportes, Mauro Arce, a intenção é que o plano de desenvolvimento do Porto de São Sebastião também contribua positivamente no sentido da sua inserção na cidade. "Em geral a gente verifica que em algumas cidades o porto é inimigo da população. Aqui queremos que o porto seja amigo da cidade. Além disso, também estamos animados com o verão pela chegada dos navios de turismo", finaliza.

Secretário fala sobre a concessão da Tamoios

"No caso da Tamoios, em particular, nós estamos agora pegando a licença ambiental para começar as obras emergenciais no planalto, duplicação de pontes, viadutos para a operação subida e descida sem o problema siga e pare", disse o Secretário dos Transportes, Mauro Arce, durante a visita técnica ao Porto de São Sebastião.

Segundo ele, existem quatro projetos diferentes sendo discutidos entre as prefeituras e o DER. "São quatro projetos diferentes, um para cada trecho: planalto, serra, Caraguatatuba e São Sebastião", comentou.

Em relação ao contorno no planalto, existe um investimento de R$ 170 milhões. "Vamos começar pelo planalto, desde a saída da Carvalho Pinto até o início da Serra. Em Paraibuna, em particular, onde há maior congestionamento, vamos lançar o edital de cinco lotes", explicou.

Em relação a rodovia dos Tamoios, ainda não existe uma proposta concreta de como será feita a concessão.

"O mais importante é que até agora nós não tínhamos um projeto. Existia uma série de alternativas, afunilamos, discutimos com as prefeituras para a melhor solução e vamos avançar", disse Arce, que prevê uma licitação somente em 2009.

Com a proposta futura de privatizar, a possibilidade de pedágio é certa. "Havendo concessão não se foge do pedágio, mas para isso, você precisa oferecer estrutura", confirma o Arce.

Em relação ao corte na Serra do Mar por túneis, como previsto no projeto original, o secretário admite ser um desafio. "Do ponto de vista econômico, as diferenças são pequenas, cortaria a Serra do Mar com túneis e viadutos garantindo um ângulo adequado para o transporte de carga, porque a realidade aqui exige", disse em relação a geografia do município. "Porém, do ponto de vista ambiental isso é um desafio, que não havia no passado. Estamos procurando fazer um projeto amigável com o meio ambiente, porque a gente sabe, que sempre tem exageros de ambos os lados. É muito difícil você fazer omeletes sem quebrar os ovos, mas a gente vai quebrar o mínimo possível", finaliza.




Companhia Docas de São Sebastião - 2008 - Todos os direitos reservados. Em caso de dúvida, entre em contato.