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INFORME DO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO |
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Movimentação cresce inacreditáveis 2.109% em um ano |
16 de setembro de 2008 - Portos do Brasil - Site PortoGente
“Este porto tem um futuro promissor e esperamos nele realizar os investimentos necessários”. Estas foram algumas das palavras do governador de São Paulo, José Serra, há um ano e três meses, na renovação do contrato de exploração do Porto de São Sebastião. O que ninguém esperava, entretanto, é que o desenvolvimento do complexo ocorresse de forma tão rápida e que o “futuro promissor” do segundo principal porto do Estado já tivesse se transformado em realidade, ainda em 2008.
Os números apresentados ao PortoGente pelo presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), Frederico Bussinger, mostram que o porto local está no rumo certo. No último mês de agosto, passaram pelo porto 138.029 toneladas de cargas, um crescimento de 205% em relação ao mês de julho e de inacreditáveis 2.109% se compararmos estes números com os de agosto do ano passado.
O fato é que boa parte desse crescimento vertiginoso pode ser creditado a dois fatores: o trabalho de divulgação feito pela diretoria da CDSS aos empresários de diversos setores e a construção do gasoduto do Projeto Mexilhão, cujos tubos estão sendo descarregados em São Sebastião. Além disso, no ano passado, 200 pessoas trabalhavam no porto, entre avulsos e funcionários da administração. Hoje, são 585, pois 28 empresas atuam, neste momento, em diversas frentes no complexo.
“A quantidade de trabalhadores prova que o número de pessoas beneficiadas pelo porto de maneira direta triplicou nos últimos 12 meses e, assim, temos mais postos de trabalho, mais dinheiro em circulação e, conseqüentemente, mais impostos sendo recolhidos. Todo mundo sai ganhando. Desde o primeiro momento em que essa diretoria assumiu a CDSS, o compromisso era dobrar a movimentação de cargas em São Sebastião. E estamos conseguindo”, disse Frederico Bussinger.
O presidente da CDSS está no comando da Docas há 10 meses, exatamente o mesmo tempo em que ela existe oficialmente (antes o porto era administrado pela Dersa). Nesse tempo, ele aponta, já foram feitas a remarcação da Zona Primária, o licenciamento ambiental necessário para a dragagem de manutenção, licitação e contratação de dragagem, contrato operacional para a logística do gasoduto do Projeto Mexilhão e revisão do ISPS Code.
“Fizemos uma avaliação estrutural do cais e demolimos alguns armazéns. Depois disso, os balanços mostram que houve um aumento expressivo de cargas não só por causa do Projeto Mexilhão. Até mercadorias tradicionais, como graneis sólidos, veículos e animais vivos, agora vêm em maior quantidade. E trazer os tubos do gasoduto do Mexilhão não foi fácil, pois eles seriam operados em Angra dos Reis, mas nós conseguimos mudar a rota para São Sebastião após um belo trabalho de marketing”, completou Bussinger.
E as perspectivas futuras são mais que animadoras. Articulações para a implantação da cabotagem já estão em curso e há um amplo plano de turismo a ser implementado nos próximos anos, com a atracação de navios de cruzeiros e maior movimentação de passageiros. Além disso, com a dragagem da bacia interior, recentemente realizada, o número de berços utilizáveis já aumentou. Isso tudo sem contar o projeto de expansão do Porto de São Sebastião, em análise pelo Governo do Estado e que deve mudar a cara do porto do Litoral Norte paulista.
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